Apreciação critica do conto "Loucura" de Mário de Sá-Carneiro
A “Loucura”… Este nome tem muito que se lhe diga e retrata muito bem o que este livro é.
Este livro de Mário de Sá-Carneiro é uma história bastante envolvente, entusiasmante. Acaba também por ser trágica e até se pode dizer que é uma história “louca”.
As personagens (principalmente Raúl Vilar) revela muito realismo, são muito intrigantes e suspeitas, até.
Quando me refiro a personagens “suspeitas”, refiro-me a Raúl Vilar, a personagem mais interessante deste conto. Uma personagem que vive com medo do tempo, com pensamentos fora do normal, muito discreto, apenas revelando um pouco de si através das suas obras de escultura.
Por outro lado, temos o narrador, a personagem mais presente do conto, o grande companheiro de Raúl Vilar. Este mostra sempre muita preocupação com certas atitudes de Raúl, mas tentando sempre entender os seus pensamentos e ideias. Também acaba por ser interessante a diferença de trabalhos entre Raúl e o narrador, pois Raúl mostra muita indiferença pelo trabalho poético e literário do seu melhor amigo, apesar da proximidade entre ambos.
Esta história não seria o mesmo sem a bela Marcela, a grande paixão de Raúl, que dá um rumo diferente a este conto, pela sua dedicação a Raúl. Ela é a causa da mudança na atitude de Raúl que começa a ser uma pessoa mais atenciosa, mas não deixando de ter os seus atos de egoísmo.
Quando falo em egoísmo, já falo nos dois episódios mais marcantes do conto, o estranho comportamento de Raúl e a sua tentativa de dar a sua prova de amor a Marcela. Esta é mesmo a parte mais envolvente da história: Raúl tenta pôr em prática a sua prova de amor por Marcela, que acaba por ser considerada um crime por muitos, mas acaba também por ser a maior prova de amor que ele lhe poderia dar.
Infelizmente, as “loucuras” nem sempre acabam bem.
Altinino Tomás Gonçalves
Este livro de Mário de Sá-Carneiro é uma história bastante envolvente, entusiasmante. Acaba também por ser trágica e até se pode dizer que é uma história “louca”.
As personagens (principalmente Raúl Vilar) revela muito realismo, são muito intrigantes e suspeitas, até.
Quando me refiro a personagens “suspeitas”, refiro-me a Raúl Vilar, a personagem mais interessante deste conto. Uma personagem que vive com medo do tempo, com pensamentos fora do normal, muito discreto, apenas revelando um pouco de si através das suas obras de escultura.
Por outro lado, temos o narrador, a personagem mais presente do conto, o grande companheiro de Raúl Vilar. Este mostra sempre muita preocupação com certas atitudes de Raúl, mas tentando sempre entender os seus pensamentos e ideias. Também acaba por ser interessante a diferença de trabalhos entre Raúl e o narrador, pois Raúl mostra muita indiferença pelo trabalho poético e literário do seu melhor amigo, apesar da proximidade entre ambos.
Esta história não seria o mesmo sem a bela Marcela, a grande paixão de Raúl, que dá um rumo diferente a este conto, pela sua dedicação a Raúl. Ela é a causa da mudança na atitude de Raúl que começa a ser uma pessoa mais atenciosa, mas não deixando de ter os seus atos de egoísmo.
Quando falo em egoísmo, já falo nos dois episódios mais marcantes do conto, o estranho comportamento de Raúl e a sua tentativa de dar a sua prova de amor a Marcela. Esta é mesmo a parte mais envolvente da história: Raúl tenta pôr em prática a sua prova de amor por Marcela, que acaba por ser considerada um crime por muitos, mas acaba também por ser a maior prova de amor que ele lhe poderia dar.
Infelizmente, as “loucuras” nem sempre acabam bem.
Altinino Tomás Gonçalves