sábado, 28 de maio de 2016

Sintra, visita de estudo no âmbito do estudo da obra "Os Maias"

A visita de estudo a Sintra, que foi feita no âmbito do estudo da obra Os Maias, foi importante para analisar e perceber com mais pormenor e, também ajudou-me a olhar para obra noutras perspetivas.

Quem já leu Os Maias consegue perceber que as descrições feitas sobre Sintra e as suas paisagens caracterizam esta vila como um sítio maravilhoso e muito relevante na obra. Quem tem o privilégio de poder visitar Sintra, tem a possibilidade de confirmar essas descrições feitas por Eça de Queirós.

De facto, a visita foi importante, não só para conhecer Sintra e realmente assistir às grandes paisagens, mas para olharmos para a obra de um perspetiva diferente. Os sítios frequentados pelas personagens que tivemos hipótese de visitar (Lawrence Hotel, Seteais), permitem compreender com mais pormenor o espaço físico e social, apesar das alterações que Sintra já sofreu desde então.

De realçar que, ao longo do percurso, pareceu em alguns momentos estarmos integrados no espaço caracterizado na obra, pois, ainda hoje, é visível o que está escrito n'Os Maias sobre Sintra.

Esta visita teve uma grande relevância para o meu conhecimento acerca d'Os Maias e, como já dito anteriormente, permitiu-me ver a obra de um ponto de vista mais real.


Altinino Tomás Gonçalves

Sophia de Mello Breyner

Sophia de Mello Breyner foi uma poeta que se destacou durante o século XX.

Esta poeta deixou a sua marca devido ao seu conceito de poesia: Sophia considerava que um poema surge naturalmente, como se tratasse de um “ditado”, dando bastante importância à inspiração poética.

Na poesia desta autora é visível a oposição entre a natureza e a cidade: um espaço de clausura e sofrimento que causava o caos, era como caracterizava a cidade. A natureza era avaliada como um espaço de liberdade e felicidade. O campo, o mar e os espaços abertos criavam em Sophia estas sensações.

Outra característica da poeta portuguesa é o valor dado à Grécia e à simbologia ligada ao espaço primordial grego – “E agora Deuses que vos direi de mim?”. A civilização grega era como um exemplo de perfeição.

A liberdade era outro aspeto ligado à poesia de Sophia de Mello Breyner. Escreveu poemas de intervenção politica, anteriores ao 25 de abril e seus contemporâneos – “Este é o tempo da selva mais obscura”.

Esta grande poeta portuguesa tinha uma natureza muito própria, como é notório. Daí ser considerada um dos ícones mais importantes da Literatura Portuguesa.


Altinino Tomás Gonçalves

Prosa Medieval

Os livros de linhagens e as crónicas de Fernão Lopes inserem-se na prosa medieval. Estes textos têm características próprias, o que os torna únicos na Literatura Portuguesa.

Os livros de linhagens eram textos genealógicos que tinham como objetivo de comprovar o direito de sucessão dos descendentes das famílias nobres e, também para evitar casamentos consanguíneos. Nestes textos eram também relatados eventos, como feitos heroicos de antepassados ou lendas e ocorrências extraordinárias ligadas à história da família. Temos como exemplo “A dama pé-de-cabra”.

Fernão Lopes foi um cronista da época medieval, que se destacou por ser o cronista oficial do reino. Este escreveu sobre os reis de Portugal. Fernão Lopes é uma das grandes fontes da história de Portugal, pois através dele, temos acesso à verdade histórica da época.

A literatura medieval foi e é uma época muito importante para a história da Literatura Portuguesa, pois informa-nos do quotidiano da época.


Altinino Tomás Gonçalves