domingo, 15 de março de 2015

O Teu Rosto Será O Último


Livro


"O Teu Rosto Será O Último" foi lançado em março de 2012 (1ª edição), e a 9ª edição em dezembro de 2012. Pertence à editora "Leya". O livro é dividido em sete partes.

Autor


Este livro é da autoria de João Ricardo Pedro, que nasceu na Amadora em 1973.
Este licenciou-se em Engenharia Eletrónica e trabalhou neste mesmo ramo.
João Ricardo Pedro sempre foi um grande fã de literatura e, em 2009, viu-se no desemprego, e decidiu dedicar-se ao seu sonho literário e escrever o este seu primeiro livro.

História


Este livro fala sobre uma família, mais concretamente três gerações diferentes: o avô, Dr. Augusto Mendes; o pai, António; e o filho, Duarte.
Esta história é composta por vários episódios que têm como ponto de partida a revolução de 25 de abril de 1974, que demonstram como esta família viveu os longos anos de ditadura, a repressão politica e a guerra colonial.
A história começa com um homem que se prepara para sair de casa de madrugada, armado. Este episódio só será explicado no fim do livro...
Entretanto, o que parece ser o "centro da história" é quando este mesmo homem foi tratado pelo Dr. Augusto Mendes, quarenta anos antes, pois estava muito ferido.
Este homem que só será identificado mais tarde como Celestino, acaba por ser a personagem menos assídua (aparecendo apenas no inicio e no fim do livro), mas das mais relevantes.
Dr. Augusto Mendes era médico e teve nos bastidores da revolução do 25 de abril. Este tinha uma amigo, Policarpo, que lhe vendeu uma casa e saiu de Portugal. De seis em seis meses, Policarpo enviava cartas ao doutor, falando-lhe das suas aventuras e acontecimentos importantes nos sítios onde passava. Estas cartas vão-se tornar muito importantes no desenrolar da história. 
António participou na guerra colonial, fazendo duas comissões em África, e conheceu a sua madrinha de guerra, Paula (mãe de Duarte), numa livraria, que mais tarde acabam por se casar.
Duarte é a personagem mais importante da história, na minha opinião. A sua infância desenrola-se já após do 25 de abril. Cresceu no meio de memórias e acontecimentos, maior parte deles muito traumáticos. Este tinha um grande talento para a música, especialmente para tocar piano.

Apesar de ser um livro bastante descritivo, o que acaba por se tornar, por vezes, um pouco cansativo, gostei deste livro. Custou-me um pouco a "agarrar-me" à história, mas o autor começa a dar muito suspense à história o que torna o livro muito mais interessante. A história sofre muitos recuos no tempo, só percebendo no fim o que realmente se passa em certos e determinados acontecimentos. A escrita é muito simples e, como já referido, bastante descritiva.
Em suma, gostei muito do livro e recomendaria a qualquer pessoa.

Altinino Tomás Gonçalves, nº 3, 10º I


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Letras do Fado Vulgar



Livro


"Letras do Fado Vulgar" foi escrito por Vasco Graça Moura, lançado em 1997 e publicado pela editora "Quetzal Editores".

Autor


Vasco Graça Moura nasceu no dia 3 de janeiro de 1942, na cidade do Porto.
Licenciado em Direito, e após o 25 de abril foi jornalista e politico, chegando a trabalhar no governo de Portugal.
Na década de 80, começou a sua carreira literária, pois desde a sua infância, esteve ligado à literatura, tornando-se num grande nome da segunda metade do século XX da literatura portuguesa.
Foi conhecido pelos seus livros de poesia, romances e traduções. Vasco Graça Moura chegou a traduzir livros de Shakespeare e Dante.
Recebeu muitos prémios, alguns de grande prestigio, como o prémio Pessoa e prémios relacionados, principalmente, com as suas traduções. Foi também condecorado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.
O escritor português morreu no dia 27 de abril de 2014, vitima de cancro.

Razão pela qual o livro foi escrito


O ano de 1997 foi um ano de muito trabalho para Vasco Graça Moura, apetecendo-lhe variar no tipo de tema literário e desta vez falar sobre o "fado de Lisboa".
Ele quis tentar transmitir a grande e "fantástica" ligação que se conseguia criar entre a poesia e a música portuguesa.
No entanto, sabia muito pouco sobre fado e sentiu algumas dificuldades pois não havia informação precisa e definida sobre de quem eram os autores de certos poemas relacionados com o fado. Desta forma, teve que passar por algumas experiências ligadas ao mesmo.
Para ter acesso à informação necessária teve que falar com pessoas que estavam "dentro" do fado, como Carlos do Carmo, Maria Ana Bobone... o que acabou por facilitar o seu trabalho, mas ainda com algumas dúvidas de como poderia caracterizar os seus textos ou poemas em relação ao fado.
Assim, Graça Moura começou por "usar" e frequentar os sítios onde o fado era comum e, obviamente, que um dos locais onde o fado era comum era Lisboa.
Perante tudo isto, o poeta viu-se com um grande desafio à frente pois achava que o fado, por vezes, era muito vulgar e simples demais, acabando por basear-se muito nos poemas de Amália Rodrigues pois achava-os bastante inovadores.
A sua pesquisa acabou por estar já quase concluída quando decidiu homenagear vários poetas de Lisboa e que deram muito ao fado.

Poetas de Lisboa


O poema que mais gostei deste livro foi " Poetas de Lisboa", que como Graça Moura tinha decidido, este poema fala sobre os poetas mais relevantes do fado, mais concretamente de Lisboa: 

"É bom lembrar mais vozes pois Lisboa
cidade com poético fadário
cabe toda num verso do Cesário
e alguma em ironias do Pessoa

Para cada gaivota há um do O'Neill
para cada paixão um do David
e há Pedro Homem de Mello que divide
entre Alfama e Cabanas seu perfil

E há também o Ary e muitos mais,
entre eles o Camões e o Tolentino,
ou tomando por fado o seu destino
ou dando de seu riso alguns sinais

Muito do que escreveram e se canta
na música de fado que já tinha
o próprio som do verso vem asinha
assim do coração para a garganta

Que bom seria tê-los a uma mesa
de café comparando as emoções
e a descobrirem novas relações
entre o seu fado e a língua portuguesa"



Gostei da caracterização que Graça Moura fez, comparando as características da cidade de Lisboa com as dos poetas, referidos no poema.

Altinino Tomás Gonçalves, 10º I, nº 3

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Sexto Filho


O "Sexto Filho" é um dos vários contos de Vergilio Ferreira. Este conto fala sobre Rolhas, que recebe a noticia da sua mulher que vai ter o seu sexto filho. Este depois de ter tido os outros cinco filhos sentiu-se um pouco envergonhado perante as pessoas mais próximas pois achava que já tinha tido muitos filhos em um curto espaço de tempo.
A família de Rolhas era pobre e vivia no campo pois apenas se sustentavam com o pouco dinheiro que o Rolhas levava para casa através do negócio que ele tinha no campo.
Entretanto, o sexto filho nasce e acontece uma grande desgraça: há um grande temporal na terra de Rolhas que destrói o seu terreno e fica sem o seu negócio.
Passado uns dias acontece mais uma desgraça, o sexto filho de Rolhas parte a perna e este tem de ir ao médico para ser operado; no entanto, Rolhas não quer que ele seja operado e convence o médico que ele próprio trata do assunto.
Como tinha perdido o seu terreno, Rolhas decide lamentar-se às pessoas da sua aldeia dizendo que precisa de dinheiro para curar o seu filho, mas ninguém lhe deu atenção. Rolhas então resolve viajar com o seu filho muito coxo e de muletas e em cada terra em que passava pedia dinheiro e comida para ajudar o filho.
Esta situação durou durante anos e há um dia que eles voltam à aldeia e o sexto filho foge de casa, voltando alguns anos depois muito bem vestido e com muito dinheiro. Rolhas tentou que o filho ficasse pedindo-lhe e gabando-se do seu filho às outras pessoas da aldeia. O rapaz decide abandonar de novo a aldeia; mas passado uns tempos ele volta à aldeia, mas desta vez muito pobre e ele próprio decide viajar pedindo dinheiro, como tinha feito com o seu pai. Mas este acaba por encontrar o médico que o socorreu quando partiu a perna e o rapaz acusa-o de não o ter operado e que ficou coxo por causa disso; mas o médico diz-lhe que havia alguém que queria que o rapaz ficasse aleijado...

Na minha opinião, os contos de Vergilio Ferreira são muito interessantes e este foi o que me chamou mais à atenção pois retrata muito bem as dificuldades que as pessoas que viviam no campo tinham. Em relação à escrita do autor, por vezes pode não ser muito clara mas, no meu caso, voltei a ler este conto uma segunda vez e consegui perceber tudo. Aconselho a todos a lerem os contos de Vergilio Ferreira.

Altinino Tomás Gonçalves, nº3, 10º I

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Apreciação critica do conto "Loucura" de Mário de Sá-Carneiro

A “Loucura”… Este nome tem muito que se lhe diga e retrata muito bem o que este livro é.
Este livro de Mário de Sá-Carneiro é uma história bastante envolvente, entusiasmante. Acaba também por ser trágica e até se pode dizer que é uma história “louca”.
As personagens (principalmente Raúl Vilar) revela muito realismo, são muito intrigantes e suspeitas, até.
Quando me refiro a personagens “suspeitas”, refiro-me a Raúl Vilar, a personagem mais interessante deste conto. Uma personagem que vive com medo do tempo, com pensamentos fora do normal, muito discreto, apenas revelando um pouco de si através das suas obras de escultura.
Por outro lado, temos o narrador, a personagem mais presente do conto, o grande companheiro de Raúl Vilar. Este mostra sempre muita preocupação com certas atitudes de Raúl, mas tentando sempre entender os seus pensamentos e ideias. Também acaba por ser interessante a diferença de trabalhos entre Raúl e o narrador, pois Raúl mostra muita indiferença pelo trabalho poético e literário do seu melhor amigo, apesar da proximidade entre ambos.
Esta história não seria o mesmo sem a bela Marcela, a grande paixão de Raúl, que dá um rumo diferente a este conto, pela sua dedicação a Raúl. Ela é a causa da mudança na atitude de Raúl que começa a ser uma pessoa mais atenciosa, mas não deixando de ter os seus atos de egoísmo.
Quando falo em egoísmo, já falo nos dois episódios mais marcantes do conto, o estranho comportamento de Raúl e a sua tentativa de dar a sua prova de amor a Marcela. Esta é mesmo a parte mais envolvente da história: Raúl tenta pôr em prática a sua prova de amor por Marcela, que acaba por ser considerada um crime por muitos, mas acaba também por ser a maior prova de amor que ele lhe poderia dar.
Infelizmente, as “loucuras” nem sempre acabam bem.

Altinino Tomás Gonçalves

Apresentação

Olá! Eu sou o Altinino Tomás Gonçalves, tenho 16 anos e vivo em Setúbal.
Nasci em Lisboa, onde morei até aos 12 anos.
Sou alegre, bem-disposto e teimoso. Gosto de filmes, séries, não vivo sem música e sem o grande Sporting Clube de Portugal!
Gosto da minha minha família, apesar de alguma distancia pois maior parte deles todos vivem em Lisboa e eu vivo apenas com o meu pai.
Atualmente, frequento a Escola Secundária du Bocage, no 10º ano, no curso de Línguas e Humanidades onde tenho a disciplina de Literatura Portuguesa. Este blogue vai ser onde vou publicar os meus trabalhos, textos, obras relativamente a esta mesma disciplina.
Espero que gostem!

-Altinino Tomás Gonçalves